Sacerdotisa

setembro 29, 2010 Brydea Arianëll 0 Comments




 
Sabemos que as Sacerdotisas detinham um cargo primordial e eram a chave da Tradição de Avalon. Elas são à partida mulheres como as outras, vivendo no campo ou na cidade, jovens simples ou nobres,
e uma vez que elas decidem, conscienciosamente e de livre vontade,
seguir este caminho ganham o nome de filhas de Avalon e depois
Sacerdotisa.


Elas não são superiores umas às outras, todas são iguais, esquecendo-se todos os títulos que traziam com elas...


Este título não lhes é atribuído com ligeireza nem sem uma longa reflexão,
pois é necessário muitos anos para atingir este cargo que não é
empregue inutilmente.


Dia após dia, todas as lições serão importantes, e o tempo será longo até que uma filha de Avalon se torne Sacerdotisa.


É um compromisso interior e um crescimento das forças pessoais, em
comunhão com a natureza e a subtileza das mensagens que a Deusa envia,
que é apenas uma representação psíquica e não física da Terra, das
árvores, da feminidade, da lua, do céu, do universo, da magia...


Nenhuma mulher deve dizer-se Sacerdotisa de Avalon sem sê-lo na realidade, este
encargo é demasiado pesado, ninguém consegue passar rapidamente a porta
que separa o mundo de Avalon do mundo dos Homens.

Tal iniciação e compromisso para com as Deidades
célticas provoca muitas mudanças e despertares pessoais e concretos.

Será chamada de sacerdotisa da Deusa pelas suas acções e a sua maneira
de se. Essa mudança interior e viagem iniciadora ao coração das antigas
crenças célticas e pagãs é despertada pela vontade e o compromisso da
transformação do indivíduo, o desembaraço do ego e pela certeza pessoal
para com a natureza.


Desempenhar um cargo destes, é também comprometer-se a transmitir, preservar e
defendera tradição Druídica e o Saber dos antepassados.

Uma Sacerdotisa de Avalon é guiada por ela própria, não pelos Deuses. As
Deidades certamente acompanham-na mas são complementares a vontade
própria da Sacerdotisa. Longos e tumultuosos são os caminhos de Avalon, mas claros e luminosos eles se tornam se soubermos olhar bem. Todo o saber de Avalon esconde-se na natureza e se
a filha de Avalon quiser realmente alcançar o cargo de Sacerdotisa, ela
só poderá alcança-lo.


Ser Sacerdotisa é ser a primeira a mergulhar num turbilhão de fadas e
magias, para levantar as brumas e redescobrir os Saberes antigos e ir
ao encontro das antigas raízes dos mistérios Druídicos e da magia
celta. Dedicar a sua vida como Sacerdotisa de Avalon é um dom de si
própria incomparável.


Será necessário para aquela que se quer tornar Sacerdotisa, de se esquecer
de todos os ensinamentos que recebeu anteriormente, esquecer-se de ela
própria, do que esperava, dos seus desejos, e sobretudo livrar-se do
seu egocentrismo. Enquanto o tiver nela não conseguirá erguer os véus
das brumas de Avalon...


Se for chamada a tornar-se Sacerdotisa, não se entusiasme. Inicialmente
deverá empreender uma formação longa e difícil que se tornará por vezes
penosa...


Provavelmente nunca verá os seus maiores Professores.

Estará sozinha quando mais precisar de ajuda.

Terá de aprender a ser forte nos maiores momentos de fraqueza.

Sentirá sempre dor para atingir a compreensão e a aceitação de seus semelhantes.

E no final terá aumentado os seus conhecimentos e não poderá mais parar.

Estará só em seus maiores momentos de poder, e nunca ninguém o saberá.

A aprendizagem nunca acabam, nem mesmo quando a vida chega ao seu termo.
Não escolham este caminho com ligeireza, devem voltar-se para ele e
encara-lo de frente, saber o que esta para acontecer e aceita-lo, pois, para si não existe outro caminho.


Mas se for chamada e que escolha conscientemente por este caminho, cada lição estará ao seu
alcance. Nunca terá de fazer face a situações que não seja capaz de ultrapassar.
Encontrará sempre a ajuda da qual necessita. Encontrará a força quando estiver fraca, e a dor que irá encontrar será a terrível dádiva do maior dos professores. Se pode sempre rir de si, a vida pode seguir o seu rumo como tem de ser.



Traduzido livremente por Brydea Arianell

«Priestess», Glastonbury Unique Publications, 1987


 


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